domingo, 23 de agosto de 2009

24 Horas que antecedem um momento especial


Tem dias que você anseia que algo inusitado aconteça na sua vida e mude o rumo das coisas. Que apareça um emprego interessante e melhor remunerado, que uma pessoa especial caia de paraquedas no seu caminho e faça um pequeno grande rebuliço na sua história. Tem dias que você quer um pouco de tudo e tudo de uma vez. Tem dias que você não quer nada além do silêncio e paz.

Tem dias que o inusitado se torna real e a sua ficha demora um tempo pra cair. Há pouco mais de 2 anos tive a idéia de escrever um livro-reportangem como trabalho final de graduação e como se não bastasse o desafio decidi que deveria conectar a prática jornalística ao universo das viagens. Alguém tem dúvidas que gosto de viajar?!Dá onde surgiu esse desejo de transitar por aí e explorar o que é diferente ao meu olhar eu não sei ao certo, mas eu fui.

E eis que o inusitado aconteceu, daqui 24 horas estarei recebendo os amigos para celebrar o lançamento de Expedição BraBo -uma trajetória de 15 dias por terras bolivianas. Tenho borboletas no estômago e elas estão se preparando para uma revoada. As asinhas batem frenéticas ao imaginar a reação das pessoas ao embarcarem nessa viagem. O medo das inevitáveis rotulações, orgulho por ter superado limitações, felicidade pelo apoio daqueles que você ama, gratidão por todos os momentos vividos, anseio para que o inusitado continue a bater na sua porta... e as borboletas... ainda estão por lá.


" O tempo é muito lento para os que esperam.
Muito rápido para os que têm medo,
muito longo para os que lamentam,
muito curto para os que festejam.
Mas, para os que amam, o tempo é eternidade."
(William Shakespeare) .

Um comentário:

Ana Carolina disse...

Parabéns pelo livro e principalmente pela coragem.
Sei o quanto essas borboletas voaram e sei o quanto espera por mudanças boas. E elas estão vindo... Sua vida tem sido uma sucessão de boas surpresas e você sabe disso.

Quanto ao livro: Dani, você tem uma forma leve de ver o mundo. Com simplicidade levou a Bolívia até os seus leitores. Acho que deu para compreender a profundidade de uma viagem de mochilão, em que o principal é respeitar a individualidade de cada um.

E espero ansiosa para ler seu próximo livro: Expedição Italo-Brasileira, ou BraIta ou ItaBra. Não sei.
Beijos.